População de Ponta Nova, em Mansaba, denuncia abandono social e pede intervenção urgente do Governo no sector

População de Ponta Nova, em Mansaba, denuncia abandono social e pede intervenção urgente do Governo no sector

O porta-voz da juventude, Justino Mendes, revelou que a comunidade enfrenta sérias dificuldades em áreas essenciais como saúde, educação, telecomunicações e acesso à água potável, apelando à ação imediata das autoridades.

Mansaba, Região de Oio — 16 de outubro de 2025

Os habitantes da Tabanca de Ponta Nova, no setor de Mansaba, lançaram um grito de socorro ao Governo da Guiné-Bissau, denunciando a grave situação social e estrutural que afeta a comunidade em praticamente todas as áreas de desenvolvimento.
A denúncia foi feita nesta quinta-feira pelo porta-voz da juventude local, Justino Mendes, durante uma entrevista concedida ao correspondente da Tvbetegb e do Jornalbetegb no setor.

Segundo o jovem ativista comunitário, a população de Ponta Nova enfrenta enormes dificuldades nos setores da saúde, educação, telecomunicações e abastecimento de água potável, vivendo num contexto de abandono e carência de infraestruturas básicas.

A nossa tabanca está a enfrentar sérias dificuldades em todas as áreas sociais. As estradas estão degradadas, as escolas têm poucos professores e carteiras insuficientes, e o centro de saúde carece de medicamentos e meios de atendimento”, lamentou Justino Mendes.
O representante da juventude destacou ainda a falta de rede de telecomunicações móveis, que isola a comunidade e dificulta a comunicação com outras localidades, bem como o problema crónico de acesso à água potável, essencial para a sobrevivência da população.

“Pedimos ao Estado e às pessoas de boa vontade que intervenham rapidamente para aliviar o sofrimento do nosso povo”, apelou o jovem líder comunitário.

A situação em Ponta Nova reflete a realidade de muitas comunidades rurais guineenses, que continuam a enfrentar desigualdades sociais e falta de investimento público, afetando o bem-estar e as oportunidades das populações do interior do país.

Por:Siaca Sissé

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