Bissau: Cabo Verde condena “tomada do poder pela força” na Guiné-Bissau

Bissau: Cabo Verde condena “tomada do poder pela força” na Guiné-Bissau

Governo cabo-verdiano apela ao fim da violência, exige reposição da ordem constitucional e conclusão do processo eleitoral.
O Governo de Cabo Verde condenou, com veemência, qualquer tomada do poder pela força, reagindo aos mais recentes acontecimentos na Guiné-Bissau, onde militares anunciaram a assunção do controlo do país após um tiroteio que terá durado cerca de meia hora.

Num comunicado lido na tarde de quarta-feira (26 de novembro) na televisão estatal, o executivo cabo-verdiano apelou aos envolvidos para que “se abstenham de qualquer ato de violência” e defendeu o rápido restabelecimento da ordem constitucional, incluindo a conclusão do processo eleitoral em curso.

“O Governo de Cabo Verde condena, com veemência, qualquer tomada do poder pela força, mormente num país irmão pertencente à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e à sub-região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)”, lê-se no comunicado.

O executivo do arquipélago recorda ainda que, nos últimos anos, a CEDEAO tem sido palco de subversões e usurpações do poder pela via armada, salientando que tais práticas já atingem cerca de um terço dos seus Estados-membros.

Cabo Verde informou igualmente que está a acompanhar de perto a situação da comunidade cabo-verdiana residente na Guiné-Bissau, através da sua embaixada, reiterando o seu compromisso com os princípios do Estado de direito democrático e com uma ascensão pacífica e democrática ao poder político.

Militares anunciam tomada do poder

Na mesma quarta-feira, militares guineenses leram um comunicado na televisão estatal anunciando a tomada do poder, afirmando ter deposto o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e determinado o encerramento, até novas ordens, de todas as instituições da República.

Segundo o comunicado militar, ficaram igualmente suspensas as atividades dos órgãos de comunicação social e foi interrompido imediatamente o processo eleitoral. As medidas surgem após as eleições gerais (presidenciais e legislativas) realizadas no domingo, cujos resultados estavam previstos para divulgação na quinta-feira.

As forças militares justificaram a ação com a alegada existência de um plano de destabilização do país, atribuído a políticos nacionais com a participação de “barões da droga nacionais e estrangeiros”, incluindo uma suposta tentativa de manipulação dos resultados eleitorais.

Redação:Betegb

Fonte: Lusa

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