Movimento Revolucionário Pó de Terra denuncia “crise fabricada” no Supremo Tribunal e anuncia marcha nacional para 1º de novembro

Movimento Revolucionário Pó de Terra denuncia “crise fabricada” no Supremo Tribunal e anuncia marcha nacional para 1º de novembro

Em conferência de imprensa realizada em Bissau, o secretário-geral do MRPT, Vigário Luís Balanta, criticou o Supremo Tribunal de Justiça, acusando-o de servir ao regime, e convocou a população para uma manifestação em todo o território nacional e na diáspora

O Movimento Revolucionário Pó de Terra (MRPT) realizou, nesta quinta-feira, 17 de outubro, em Bissau, uma conferência de imprensa na qual foram destacados três pontos fundamentais: a alegada crise fabricada no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), a quarência do regime atual, e a marcha nacional marcada para o dia 1º de novembro deste ano.
Durante o encontro, o secretário-geral do MRPT, Vigário Luís Balanta, afirmou que a crise no STJ não é um simples impasse institucional, mas sim uma “resposta e ressonância da consciência nacional que se levanta contra mentiras, insultos e manipulações”. Segundo ele, “há quem pense que a sabedoria nasce no país onde se estudou, mas, na verdade, ela nasce na consciência de quem aprendeu”.

Balanta criticou duramente o Supremo Tribunal de Justiça, afirmando que a instituição “deixou de ser guardiã da Constituição da República para se tornar um instrumento político de manipulação”.

“O STJ devia defender a lei, mas hoje defende o regime. Já não cumpre a Constituição, cumpre ordens; não cumpre a vontade do povo, cumpre uma agenda que teme o povo, mas governa com medo”, declarou.

Encerrando a conferência, Vigário Luís Balanta reafirmou que, segundo o movimento, “não há eleições no dia 23 de novembro”, argumentando que o atual regime estaria em colapso. O líder do MRPT apelou à mobilização popular, convidando “todo o povo guineense, em todo o território nacional e na diáspora”, a sair às ruas no dia 1º de novembro para manifestar-se “em defesa da verdade e da justiça social”.

Por: Duarte Sambú

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